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Historial
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FEST 2004
13 a 15 de Fevereiro de 2004


O FEST — Festival de Cinema e Vídeo Jovem nasceu da necessidade de criar um novo espaço onde os novos talentos do audiovisual se pudessem apresentar. Entre outros objectivos, salientava-se a vontade de divulgar nomes já com alguma projecção, e, ao mesmo tempo, abrir as portas para novos talentos.
No total, registaram-se 116 filmes, de entre os quais foram escolhidos 21 filmes para a selecção oficial, em 18 horas de sessões competitivas e panorâmicas.
Foi uma edição de teste do evento, e, excepcionalmente, apenas foram admitidas obras realizadas por criadores portugueses, de forma a constatar a verdadeira pertinência do evento, antes de dar o salto para palcos internacionais.
Para além da competição, houve também aulas públicas, debates e áreas de diálogo. As projecções foram efectuadas na sala de cinema do Casino Solverde e as aulas públicas e debates na Junta de Freguesia de Espinho.
No total, mobilizaram-se mais de mil espectadores; um número generoso, tendo em conta a natureza e imaturidade do evento. Assim se lançaram as bases do FEST que, a partir desta edição de teste, foi progressivamente conquistando o seu espaço no calendário cultural português e internacional.

FEST 2005
20 a 27 de Março


O FEST 2005 foi o primeiro grande teste às potencialidades do evento, assim como a capacidade organizacional de todos que se envolveram neste projecto. Pela primeira vez, a competição foi aberta a filmes internacionais, resultando num total de 416 filmes inscritos, vindos de cerca de 29 países. Destes, foram seleccionados 90 para a competição oficial e 43 deles eram estreias nacionais.
A nível de audiências, o salto foi ainda maior, já que em 7 dias o festival atraiu 5188 espectadores.
Estes números revelaram uma fantástica capacidade organizativa de uma equipa que, embora com um orçamento extremamente reduzido (quando comparado com o de outros festivais idênticos), se multiplicou em esforços para desenvolver um evento de sucesso.
2005 foi também o ano em que nasceu o Encontro de Estudantes de Imagem em Movimento, que mais tarde iria dar origem ao Training Ground.

Por fim, é de salientar o enorme impacto do programa desta edição, que esgotou a sala principal com 8 ante-estreias, incluindo influentes filmes como O Mistério de Jonathan Glazer (realizador de Sexy Beast), The Most Gi­gantic Lying Mouth of All Time (documentário sobre a banda Radiohead) e Amazing Grace (documentário sobre o lendário Jeff Buckley).

FEST 2006
9 a 16 de Abril


Esta edição marcou a afirmação nacional e internacional do festival, comprovado pela frieza dos números. Em 2006 foram submetidas 1385 obras dos cinco continentes, das quais 124 foram seleccionadas e distribuídas por 19 sessões competitivas. A estes dados, já por si bastante positivos, juntam-se ainda nove antestreias em colaboração com distribuidoras nacionais. Estes contributos e relações que se desenvolveram neste período demonstram que rapidamente o FEST se transformou numa organização de grande relevo que inspirava grande confiança no seio de outras instituições.
O Encontro de Estudantes de cinema deu outro passo em frente, desta feita com um maior impacto a nível de turismo cultural. Igualmente importante foi o facto de que o encontro de estudantes cimentou novos alicerces, tornando-se assim numa paragem obrigatória para aqueles que pretendiam seguir uma carreira na área do audiovisual.
A nível de números a edição de 2006 conquistou um total de 8.973 espectadores, enquanto as actividades paralelas receberam 5.800 participantes.

FEST 2007
28 de Outubro a 4 de Novembro


2007 trouxe uma série de novidades. Em primeiro lugar, o FEST mudou provisoriamente de casa, passando a ter lugar no Cine-Teatro António Lamoso de Santa Maria da Feira. Relevante foi também a criação de mais uma categoria competitiva, a do Castelo de Prata, dedicada a longa metragens. O impacto deste prémio foi imediato, dando ao evento um maior prestígio internacional.
A nível de programação o FEST incluiu alguns dos mais influentes filmes dos últimos anos, como por exemplo Wristcutters, de Goran Dukic (obra muito comentada em Sundance), Jellyfish de Shira Geffen e Etgar Keret, e c.r.a.z.y. de Jean-Marc Vallée, considerado hoje uma autêntica obra de culto mundial.

O encontro de estudantes expandiu-se com uma lista de formadores convidados de fazer inveja. Entre outros estiveram presentes  Hunter Todd, director do festival de Houston e vence­dor de mais de 115 prémios; Federico Mutti, um dos mais aclamados novos realizado­res Italianos; Guillermo Garcia-Ramos, o mais importante documentarista espanhol; Kathleen Haney, Albert Pagan e Udo Prinsen.

O Festsound deu também um grande salto, trazendo a Portugal nomes como SebastiAn (que pouco tempo depois era cabeça de cartaz do Optimus Alive), Fujiya and Miyagi, Moullinex, Ladytron e Toxic Avenger, entre outros.

Por fim, iniciou-se também uma secção especial com filmes para crianças e seniores. A iniciativa teve  uma adesão absolutamente extraordinária.

A nível de participação é de salientar que o Festival deu novo passo rumo à internacionalização, atraindo gente de diferentes partes do mundo, como por exemplo Quénia, Japão, Estados Unidos e Itália.

FEST 2009
21 a 28 de Junho


Depois de um ano de interregno, o FEST voltou a Espinho, para aquela que seria a edição de consagração do Festival.

O FEST Training Ground finalmente tomou forma assumindo de imediato um impacto internacional verdadeiramente fantástico. O conceito foi muito bem recebido, atraindo excelente feedback da imprensa nacional e internacional, e formadores de excelência como: Tom Stern, nomeado para Óscar e Director de Fotografia de Clint Eastwood em obras como Gran Torino, Changeling, Million Dollar Baby, entre muitos outros; Alex Rodriguez, outro nomeado para os Óscares, considerado por muitos o melhor editor em actividade, com fabulosos trabalhos em filmes como Chil­dren of Men ou o não menos genial Y Tu Mamá También; Chadi Zennedine, Dome Karukoski, Helen Carmichael, Jean-Luc Slock, e muitos outros. No total mais de 40 formadores. O fórum atraiu mais de 160 jo­vens de cerca de 25 países.

No festival foram inscritos mais de 1500 filmes e apresentadas 125 obras, com mais de 10.000 espectadores em todas as actividades. Todos estes números foram motivo de grande orgulho.

FEST 2010
20 a 27 de Junho


Na edição passada, o FEST continuou a sua marcha progressiva, sempre a crescer.

No Training Ground, que contou com mais de 20 sessões, estiveram presentes figuras de enorme prestígio do mundo do cinema, incluindo Larry Smith, director de fotografia em Eyes Wide Shut de Stanley Kubrick; Hervé Schneid, editor ligado a Jean Pierre Jeunet, com que trabalhou em Amelie, Delicatessen e Alien: Ressurection; Christian Frei, documentarista nomeado para um Óscar pelo seu legendário War Photographer; Nancy Bishop, directora de Casting para grandes estúdios de Hollywood; David MacMillan, vencedor de nada mais nada menos que 3 Óscares na área do Som; António Pedro Vasconcelos; Joaquim Leitão; Tino Navarro; entre muitos outros.

1633 filmes foram escritos para a competição, sendo 84 deles seleccionados para exibição. Ao mesmo tempo foram também projectados filmes de grande relevo, como por exemplo Easier with Practise de Kyle Patrick Alvarez e o vencedor do prémio do júri no festival de Sundance, Winter’s Bone de Debra Granik.

Em termos de audiências o FEST continuou a crescer contando um total de 14816 espectadores em todas as actividades.

Por fim, 2010 foi o ano em que se iniciou outra nova secção, o chamado Filmmaker`s Corner, uma iniciativa que consiste em criar sessões improvisadas pelos próprios participantes do Training Ground.

FEST 2011
26 de Junho a 3 de Julho de 2011


A edição do FEST 2012 foi um sucesso estrondoso. Em termos de audiência verificou-se um crescimento notável, atingindo a marca dos 17.120 espectadores em todas as actividades. O programa foi também alvo de grande euforia, marcando a estreia nacional de filmes como “Hanna” de Joe Wright e “Obselidia” de Dianne Bell. Foram criadas novas categorias de prémios, como o prémio para a Melhor Longa-Metragem de Documentário e o programa incluiu ainda alguns dos melhores trabalhos produzidos nas escolas de cinema parceiras do evento.

O Training Ground também deu um salto significativo, chegando às 353 inscrições. O programa trouxe a Portugal formadores como Eugenio Caballero (vencedor de um Óscar de melhor Direcção Artística), o muito esperado Eduardo Serra (o mais influente profissional de audiovisual Português), Colin Arthur (perito em efeitos especiais conhecido pelo seu trabalho com Stanley Kubrick) e Scandar Copti (vencedor da Câmara de Ouro em Cannes e uma das maiores promessas do cinema no Médio Oriente), entre muitos outros.
2011 foi particularmente significativo porque o evento cresceu de forma sustentada, atraindo a atenção dos media nacionais e internacionais, ao mesmo tempo que desenvolveu o seu programa, oferecendo um serviço imprescindível no desenvolvimento da indústria audiovisual.

FEST 2012

1 a 8 de Julho

FEST 2012 foi novamente um grande sucesso. Batendo novamente o recorde em termos de espectadores e participantes no Training Ground, o evento incluiu uma nova área-chave que era já há muito tempo um objectivo a cumprir: a criação do “Pitching Forum”.

Respondendo a uma lacuna visível na indústria cinematográfica local, o FEST convidou um vasto número de produtores, distribuidores e possíveis investidores para participarem num longo e intensivo dia de “pitching sessions”, onde os participantes tiveram a oportunidade de, em 5 minutos, apresentar os seus projectos.

O Training Ground envolveu mais uma vez um vasto conjunto de oradores convidados, incluindo Martin Walsh (Editor e vencedor de um Óscar), Fernando Trueba (Realizador espanhol, vencedor de um Óscar), Anders Osteergard (realizador dinamarquês do famoso documentário “Burma VJ”), Brian Grant (pioneiro no mundo dos videoclips), João Pedro Rodriguez (um dos realizadores portugueses mais influentes), Kjartan Sveinsson (Compositor de bandas sonoras para filmes e músico na banda Sigur Rós), Sylvie Landra (Editora dos filmes “5th Element” e “Leon”), entre outros.

No que toca ao Festival de Cinema, o evento também mostrou uma grande evolução, com a projecção mais de 150 curtas e longas-metragens, fazendo com que este se tornasse no programa mais completo até então. Filmes como “Volcano”, de Runar Runarsson (que acabou por arrecadar o maior prémio), o japonês “About the Pink Sky”, ou o extravagante “170Hz” fizeram parte duma impressionante competição Castelo de Prata, que incluiu dez longas-metragens no total. Não menos memorável, foi a competição de curtas-metragens (por favor consulte a nossa página de premiados para ficar a conhecer todos os vencedores)